SÍNDROME PÓS FINASTERIDA

A alopecia (perda de cabelo em parte da cabeça ou do corpo), ou a conhecida calvíce, pode afetar todos os aspectos da vida masculina, como relacionamentos interpessoais, a imagem e a autoestima. Sabe-se que um em cada sete homens têm propensão genéticas que levam à calvície.

De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a queixa de alopecia está entre as dez mais frequentes nos consultórios dermatológicos em pacientes de 15 a 39 anos.

As drogas denominadas de Finasterida e Dutasterida são utilizados por milhões de homens em todo o mundo para parar ou reverter o processo de calvície.

A FINASTERIDA

A Finasterida é o um medicamento para tratamento de queda capilar.

Os benefícios e riscos do uso da finasterida para o tratamento de queda de cabelo têm sido recentemente centro de inúmeras e consideráveis discussões no campo técnico-científica, quanto da grande mídia, especialmente devido ao possível potencial de disfunção sexual irreversível.

A Finasterida é o um medicamento para tratamento de queda capilar.

A Finasterida impede a conversão de testosterona em diidrotestosterona (DHT) hormônio responsável pela calvície,  pela inibição da enzima 5-α-redutase. A dutasterida é mais potente pois é um Inibidor duplo de inibidores da 5-αlfa redutase tipo 1 e 2.

Todavia, como a ação do medicamento atua no bloqueio da conversão de testosterona em DhT, esse processo provoca um aumento de 15% na testosterona sérica que pode “aromatizar” e se converter no hormônio feminino estrogênio.

Segundo Dr. Danilo S. Talarico, da Clínica Bela Pele, da cidade de Campinas, interior de São Paulo: “O grande problema desta droga é que ela pode causar alguns efeitos colaterais,  como a perda de libido sexual, além da diminuição do volume ejaculatório”, alerta o médico.

A SÍNDROME PÓS-FINASTERIDA

Descrevemos como síndrome pós-Finasterida as reações adversas e persistentes no campo sexual, neurológico e físico em pacientes que fizeram uso do medicamento anti-androgênico finasterida. Trata-se de um termo usado para pacientes que interromperam o uso da finasterida e que suportam efeitos colaterais nestas esferas. Tanto o Finasterida como dutasterida  utilizadas no tratamento da calvície têm efeitos colaterais, que podem afetar principalmente a vida sexual, bem como outras doenças.

Isto porque, em consultórios médicos ao redor do mundo, têm surgido dezenas de homens com impotência, ausência de libido e desaparecimento das características sexuais masculinas (perda dos pelos corporais, aparecimento de seios, perda de massa muscular). Muitas das vezes, os pacientes apenas se recuperam ao fim de mais de sete anos, mas ocorreram casos em que a recuperação foi irreversível.

Ademais, a Finasterida reduz a testosterona disponível no sangue, e aumenta o estradiol, um estrogênio, levando a um aumento da probabilidade do homem sofrer de câncer da mama ou de sinais de feminilização como aumento de mamas.

É imprescindível que os homens que usam esses medicamentos sejam alertados por seus médicos acerca desses efeitos colaterais e quando esses efeitos podem aparecer.

SINTOMAS – EFEITOS COLATERAIS

Os possíveis efeitos colaterais adversos relacionados ao uso da finasterida sobre a saúde do homem ainda existe defensores dessa terapêutica que sustentam que os efeitos colaterais são raros e que ainda deve ser determinado se representam uma relação causal verdadeira, ou se eles são simplesmente uma coincidência e relacionados a outros fatores como a alta incidência de disfunção sexual na população.  

Na realidade, no tocante a esses efeitos colaterais, mesmo depois da interrupção do tratamento, conhecida como Síndrome Pós-Finasterida, alguns profissionais defendem a sua prescrição, pois para estes médicos, ainda não existe nenhum estudo clínico controlado demonstrando a sua incidência, porcentagem de pacientes acometidos, faixa etária, entre outras estatísticas.

Outro importante fator a ser considerado na utilização de Finasterida é que o medicamento apenas atenua a queda dos fios enquanto o paciente a estiver consumindo, porém não faz com que áreas que apresentam calvície sejam revertidas. “Se parar de ingerir o medicamento, a calvície irá progredir. Para restaurar áreas que já apresentam calvície, existem hoje outros meios de mecanismos para reverter o quadro”, assegura Dr. Danilo S. Talarico.

Por outro lado, para os profissionais que acreditam que o uso contínuo da finasterida tem ocasionado a Síndrome Pós-Finasterida, devido ocorrência constante de pacientes acometidos por sintomas como:

  • diminuição ou completa perda de libido;
  • disfunção erétil / impotência;
  • ausência de orgasmo
  • diminuição do volume ejaculatório, baixa qualidade do sêmen e infertilidade;
  • encolhimento do pênis;
  • ginecomastia;
  • fadiga crônica;
  • fraqueza muscular e catabolismo ;
  • dor nas articulações e músculos;
  • pele seca;
  • problemas de memória;
  • depressão, pensamento suicida;
  • ansiedade e síndrome de pânico;
  • insônia crônica.

Contudo, sugere-se avaliar cada paciente individualmente, para que o médico, juntamente com seu paciente, possam chegar ao melhor tratamento ou método para a calvície.

Também é válido lembrar que a consulta ao médico, pela queixa de queda capilar, consiste em uma importante oportunidade para se abordar por mais completo a saúde do paciente.